A Uniessa

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Este Plano de Desenvolvimento Institucional resume as expectativas desta administração e constitui um roteiro de ações administrativas e acadêmicas para o período 2011/2015.

Para a Faculdade Uniessa, é imperativo que sua ação se fundamente em um planejamento que considere um autoconhecimento, baseado numa análise situacional, considerando sua trajetória histórica, seus problemas, dificuldades e possibilidades e, principalmente, na sua condição de instituição educacional destinada a cumprir uma finalidade social. Desse modo, a preocupação principal ao delinear esse Plano Institucional, foi o de ser capaz de pensar, estrategicamente, o seu futuro, considerando os interesses, as necessidades e demandas da maioria da sociedade na qual está inserida e definir, com clareza, as metas que pretende atingir. Estas, por sua vez, necessitam ser articuladas em torno dos objetivos institucionais e envolver todos os que dela fazem parte, de forma crítica e comprometida com tais objetivos.

A administração da Instituição buscou transformar as propostas colhidas dos diversos setores da Instituição: coordenações de cursos, representações dos funcionários, colegiados dos cursos etc,em um Projeto Institucional, o qual foi sendo ampliado e completado em um processo coletivo de discussões.

O documento ora apresentado contém o Plano de Desenvolvimento Institucional, no qual se consolidam as definições de missão, diretrizes e proposições políticas para o período2011-2015, evidenciando os princípios, os desafios, os objetivos e metas globais a serem alcançados no período em destaque, definidos com base na análise situacional realizada e na visão dos diversos cenários possíveis, concentrando seu pensamento estratégico nos problemas, e não nos setores, e em políticas claramente direcionadas para a vida acadêmica em toda a sua amplitude.

Com esta perspectiva, se pretende que a Instituição, em todos os seus setores, seja capaz de desenvolver seu projeto institucional através de um processo de planejamento contínuo e participativo, que seja culturalmente incorporado ao seu cotidiano, de maneira que possa articular e desenvolver o máximo de sua qualificação técnica, formal com o máximo de qualificação social, reafirmando, assim, os seus valores no desenvolvimento da sua missão de instituição de ensino superior, na produção, difusão e avanço das fronteiras do conhecimento, mas, ao mesmo tempo, comprometendo-se com o avanço e transformações da realidade local e da região de Uberlândia - MG.

O presente documento faz uma análise da Instituição, delineia um projeto institucional e elabora seu plano de gestão para o período2011-2015. Trata-se um projeto elaborado com o objetivo de dotar esta Instituição de um conjunto de ideias que fundamentem uma sua ação de forma planejada.

Nessa perspectiva, convém frisar o que se pode entender por planejamento. Para Carlos Matus (1996), "planejar significa pensar antes de agir (...); propor-se objetivos" [1]. No caso da Instituição, torna-se imperativo que ela pense a sua ação, ancorada na sua condição de instituição particular, que extrapola os limites estreitos do mercado.

Desse modo, ao formular o seu plano institucional, ela deve ser capaz de projetar o seu futuro, incorporando os interesses maiores da sociedade da qual é parte e tomando por base as evidências da realidade, o seu trajeto histórico, atores[2] e cenários possíveis.

Por isso, fala-se na necessidade de empreender uma análise situacional muito mais do que um diagnóstico estático. As "análises de situações" permitem identificar atores e interesses divergentes, contextos e ambientes que estão em constante mutação. Isso é fundamental ao planejamento estratégico, entendido no sentido assinalado por Clausewitz, para quem a estratégia diz respeito ao estabelecimento de caminhos para alcançar os objetivos almejados.

A adoção desse modo de caminhar pressupõe o reconhecimento da existência de uma dinâmica conflitiva, com a presença de vários sujeitos na arena política e não apenas de um sujeito único, onipotente, como ocorreria em um planejamento normativo. O "outro", portanto, faz parte do horizonte do planejamento estratégico. Por isso, diz-se que cabe bem a designação de jogo social, uma vez que demanda afinidades e diferenças. Esse enfoque, portanto, ao contrário do planejamento normativo, requer a incorporação do ideal democrático da participação.

Esse ideal é particularmente importante por tratar de um espaço voltado à educação e à produção do conhecimento, como a Instituição, cuja responsabilidade com a formação de uma nova cidadania, voltada à superação do individualismo exacerbado do nosso tempo ou do "privatismo cidadão", é inquestionável. Nessa perspectiva, trata-se de contribuir, através da educação, para a concretização, como assinala Habermas, de uma "democracia deliberativa" que supere a cidadania individualista, oriunda do liberalismo, e funde uma cidadania comunitária, solidária, em que os indivíduos se interessem não apenas por eles, ou por o que é privado, mas se envolvam com a constituição de uma efetiva esfera compartilhada. Esta contextualização demonstra que o aporte estratégico se concentra em problemas e não setores.

Espera-se que, com esse olhar, a Instituição seja capaz de definir os seus objetivos e formular o seu projeto institucional, articulando o local e o global, a qualificação técnica formal e a qualificação social, evidenciando, assim, o caráter de uma instituição sintonizada com o conhecimento universal e, ao mesmo tempo, com os pés fincados na terra, em decorrência do seu compromisso social com a coletividade.

Prof. Dr. Edison Mello Junior
Diretor Acadêmico



[1] MATUS, Carlos. "O método PES". São Paulo: FUNDAP, 1996.

[2] Nesse caso, os atores podem ser definidos como os formuladores e sujeitos da estratégia.