Possibilidades de atuação do psicólogo na linha de frente ao enfrentamento da COVID-19

Psicóloga hospitalar, Larissa Pena Leite 

O curso de Psicologia da Faculdade Uniessa iniciou a semana convidando a psicóloga hospitalar Larissa Pena Leite para conversar com os alunos sobre as possibilidades de atuação do psicólogo na linha de frente ao enfrentamento da COVID-19. A profissional começou a sua fala abordando o fazer do psicólogo no hospital através de uma posição de escuta da subjetividade. 

De acordo com a palestrante, o hospital sempre lida com a situação de emergência física e psíquica, mas em uma situação de pandemia todos os corpos encontram-se vulneráveis. Sendo assim, a atuação e a escuta não mudam, mas modifica-se a situação de trabalho. Larissa relata que na última pandemia que vivemos, ainda nem existia a profissão de psicólogo hospitalar, dessa forma esta nova prática está sendo construída a partir do diálogo com grupos de psicólogos hospitalares de todo o Brasil e da construção de novas cartilhas para orientação do trabalho. 

E, esta direção do trabalho passa pela ideia de que “o isolamento do corpo é necessário, mas o isolamento dos afetos não” (sic.). Neste sentido, a psicóloga apresentou várias ações que estão sendo realizadas com os pacientes, familiares e com a própria equipe de saúde. Das situações e casos apresentados, os que mais chamaram a atenção dos alunos e geraram muitos relatos e perguntas, foram os relativos às situações de óbitos. Larissa aponta que são situações que desafiam a todos profissionais e que no atual momento de pandemia, nós estamos reinventando os nossos processos de despedida. 

A profissional ressalta que a função do psicólogo no hospital é levar vida para as situações mais difíceis e levar vida até para os momentos em que é necessário lidar com a morte. A palestra foi mediada pelas professoras Letícia Vargas e Janaína Jácome, que dialogaram com a palestrante sobre a necessidade da inventividade e criatividade para pensar nas intervenções. Uma aluna completou que o ato de viver está precisando ser criativo! 

Para finalizar, a palestrante apresentou imagens produzidas em um concurso de fotografias que fez parte das comemorações do dia da enfermagem, mostrando o quanto a arte pode trazer beleza e alento até mesmo para os cenários mais difíceis. Vários alunos agradeceram à palestrante e ficaram tocados com os relatos e com a sensibilidade da sua atuação profissional.

Professora Letícia Vargas
Professora Janaína Jácome

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